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Sê Macaco e Grita... // ... Sois Singe et Crie...

24.08.11 | PortoMaravilha

 

Tu as encore le temps...

Va voir, La Planète des Singes: Les origines, de Rupert Wyatt.

Tu ne seras pas deçu(e).

 

Photo: Le Figaro Magazine, 12 aout 2011, p. 76

Nuno

 

 

Foram precisas décadas para que se desse, finalmente, uma continuação conseguida ao romance de Pierre Boulle: La Planète des Singes.

Continuação que o realizador Rupert Wyatt soube elaborar.

Pierre Boulle, conheceu os acontecimentos da segunda guerra mundial. Em 1963, elabora o seu romance, La Planète des Singes. Não é só um romance de ciência ficção. É também um questionamento sobre o funcionamento das sociedades humanas.

Esta obra, tornando-se um clássico, começa a questionar a sociedade Francesa. Se acrescentarmos, a este suceso de edição, o sucesso da canção de Françoise Hardy, tous les garçons et toutes les filles de mon âge, praticamente publicado na mesma altura, podemos pensar que as premissas de Maio de 68 estavam reunidas nestas duas obras.

 

Curiosamente, a primeira versão cinematográfica do livro de Pierre Boulle sai nos USA em 1968. O Filme é de Schaffner, tendo como actor principal C. Heston.

Da obra de Pierre Boulle, nascerão Bandas Desenhadas, folhetins televisivos e vários filmes. Em 2001, Tim Burton, tentou uma adaptação demasiada pretensiosa (opinião subjectica) que não teve qualquer êxito.

O filme de Rupert Wyatt, focando a pesquisa sobre a doença de Alzheimer, nos remete para a memória do texto e da tela.

Existem demasiados paplimpsestes, piscadelas..., na obra de Wyatt para que se possa resumir tudo. O filme apresenta uma vitória do dominados sobre os dominantes. César deveria chama-se Espartacus..., por exemplo.

 

O filme de Rupert Wyatt, sem 3D e sem cenas de sexo ou violência deliberada, convida-nos a pensar a ciência e o progresso.

Interessante verificar que, novamente, Andy Serkis, após a sua prestação no "Senhor dos Anéis", no papel de Gollum, se torna o actor que sabe actuar com os seus olhos, qualquer que seja o disfarce ou a técnica elaborada.

O Planeta dos Macacos: A origem, é um filme que nos leva a meditar sobre a ciência, o progresso e a violência.

E talvez melhor que certos pomposos tratados filosóficos.

 

Foto: Le Figaro Magazine, 12 de Ag de 2011, p. 76

Nuno

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