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o «ESPAÇO» onde nem tudo o que parece é... música para os ouvidos !?

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Televisão Digital Terrestre (TDT) - 2

08.02.12 | Paulo Jerónimo

 

:: Parte 2 – O Sol Quando Nasce (Não) é Para Todos ::

 

 

Chamam-lhe as "zonas sombra", onde o sinal de TDT é inexistente ou insuficiente, e é caso para dizer que o concelho de Porto de Mós, no que toca à TDT, está bem "assombrado".

Quando no próximo dia 13 de fevereiro ocorrer definitivamente o apagão que se aguarda para os emissores analógicos que chegam a estas zonas (exceção para quem receba emissão do Montejunto até 26 de abril), será caso para perceber que o sol quando nasce nem sempre é para todos.

 

Como explicar, ou melhor, aceitar, que um morador que se prepare para fazer a migração de sinal para TDT, mesmo supondo que já possua equipamento (televisores/antenas) adequados para tal, para o fazer tenha um custo obrigatório acima dos 100,00€ (relacionados com a aquisição e instalação de equipamento satélite), quando poucos quilómetros ao lado um outro morador, fora das zonas sombra, pode não ter qualquer custo caso os equipamentos necessários para a migração de sinal que possui sejam adequados?

Ou ainda que os equipamentos não estejam adequados para a receção de TDT - que é a situação mais comum nesta fase - o certo é que a diferença entre a ligação normal terrestre, e a sua alternativa via satélite para as zonas sombra, sofrem disparidades nos custos e limitações impostas (apenas 3 receptores satélite por residência) que serão sempre bastante relevantes, não obstante serem anunciados alguns apoios e exceções para alguns casos.

 

Pior ainda é que isto seja imposto às populações sem receberem nada mais em troca para além dos mesmos 4 canais conforme já os conhecemos.

É certo que a qualidade de som e imagem agora disponibilizados estão inegavelmente melhorados, mas não era esta a grande revolução que a TDT prometia. Não era esta a imposição que se exigia. Foi antes e até agora uma oportunidade perdida.

A migração de emissão analógica para digital deveria significar um enorme aumento na oferta de canais e conteúdos gratuitos para toda a população. É isso que tem acontecido na maioria dos outros países, constatando-se que mais uma vez Portugal coloca-se na cauda da Europa como sendo o país com menor oferta de canais em TDT, segundo o Observatório Audiovisual Europeu.

 

Atualmente, o espetro disponível já permitia pelo menos mais 5 canais para além dos existentes e após o switch off final agendado para 26 de abril, disponibilizadas as frequências agora ocupadas pela emissão analógica, torna-se tecnicamente viável o aumento dos mesmos para bem mais do que isso, assim haja vontade.

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Paulo Jerónimo

(Publicado na edição do jornal  'O Portomosense' 2.fev.2011)

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