Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

COSMéTICAS.net

o «ESPAÇO» onde nem tudo o que parece é... música para os ouvidos !?

COSMéTICAS.net

o «ESPAÇO» onde nem tudo o que parece é... música para os ouvidos !?

Pela Primeira Vez na História da Humanidade ......... Pour la Première fois dans l' Histoire de l'Humanité !

28.09.09 | PortoMaravilha

 

Segundo um estudo Americano, a proporção de pessoas idosas com mais de 65 anos aumenta em ritmo acelarado. Um fenómeno que também toca os países em vias de desonvolvimento.

 

Por volta de 2015, a proporção mundial das pessoas idosas com mais de 65 anos ultrapassará a das crianças com menos de 5 anos, pela primeira vez na História da Humanidade.

( Fonte : La Croix / Phosphore , Les Dossiers de l'Actualité, Setembro 2009 , p. 19 , Charles Montmasson ).

 

Isto põe em causa , fortemente, os presságios alarmistas sobre a "bomba demográfica".

 

Por outro lado, isto deverá perturbar as relações socias no Mundo.

Pergunto-me  : Será que o  Homme Sapiens vai entrar num novo patamar da sua evolução ?

 

E Viva o Porto ! 

Nós e os Outros ! .................................................. ............................................... Nous et les Autres !

24.09.09 | PortoMaravilha

 

ERRO DE PORTUGUÊS

 

Quando o português chegou

Debaixo duma bruta chuva

Vestiu o Índio

Que pena !

Fosse uma manhã de sol

o índio tinha despido o

o português.

 

( Oswald de Andrade - Poesias Reunidas- Rio 1945 )

 

Ou então ...

 

" Enquanto os Espanhóis mandavam comissões de inquérito para pesquisarem se os indígenas tinham uma alma ou não , estes últimos empregavam-se a imergir os prisioneiros brancos , afim de vigiar, graças a uma atenção prolongada, se o seu cadáver obedecia , ou não, à putrefacção. ( ... ) . O  Bárbaro  é , antes de tudo , o homem que acredita na Barbarie ".

 

( Lévi-Srauss- Race et histoire -pp. 21-22 -ed. folio essais )

 

A fotografia , aqui junta, representa um dos primeiros Indíos Panará  a entrarem em contacto com os brancos. A fotografia data de 1973 e foi tirada pelos irmãos Villas Bôas. Foi tirada no momento em que aparece junto à margem do rio.

 

( Fonte Télérama -2005 ) 

E Viva o Porto !

Um Olhar sobre o Surrealismo Português ................ Un Regard sur le Surréalisme Portugais

22.09.09 | PortoMaravilha

 

Um Olhar sobre a poesia Surrealista Portuguesa !

 

BREVE

 

Bom, diz ele,

Dia, diz ela.

 

Vamos ? , diz ele,

Não ! , diz ela.

 

Que há ? diz ele,

Nada ! Diz ela.

 

Então, diz ele.

Adeus ! , diz ela.

 

Alexandre O'Neil ( Portugal ) , 1979.

 

Obs : Breve : Carta pastoral do Papa relativa a assuntos privados.

 

E Viva o Porto !

Como se fazem as teses ! .......................................[aussi en fr]..................Comment rédiger une thèse !

21.09.09 | PortoMaravilha
 

 

O texto que segue não é meu !  Apareceu um dia na net , já há anos. Apareceu de modo anónimo. Sem autor e sem data.

Decidi guardá-lo porque se trata duma criação que, debaixo dum excelente domínio da narrativa escrita , nos remete para a nossa vivência da oralidade e do dia a dia. Que se trate de elaborar uma tese, arranjar trabalho, engatar, desengatar e etc e tal ... eis um parecer da vida. Há quem esteja de acordo como há quem não esteja.
 
Leiam :
 
Num dia lindo e ensolarado o coelho saiu de sua toca, com o notebook,
e  pôs-se a trabalhar, bem concentrado. Pouco depois passou por ali uma raposa, e viu aquele suculento coelhinho tão distraído, que chegou a salivar.
No entanto, ela ficou intrigada com a atividade do coelho e
aproximou-se, curiosa:
- Coelhinho, o que você está fazendo aí, tão concentrado?
- Estou redigindo a minha tese de doutoramento, disse o coelho, sem tirar os olhos do trabalho.
- Hummmm... e qual é o tema da sua tese?
- Ah, é uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros
predadores naturais das raposas.

A raposa ficou indignada:
- Ora!!! Isso é ridículo!!! Nós é que somos os predadores dos
coelhos!
- Absolutamente! Venha comigo à minha toca que eu mostro a minha
prova experimental.
O coelho e a raposa entram na toca.
Poucos instantes depois ouvem-se alguns ruídos indecifráveis, alguns poucos grunhidos e depois... silêncio. Em seguida o coelho volta, sozinho, e mais uma vez retoma os trabalhos
da sua tese, como se nada tivesse acontecido.
Meia hora depois passa um lobo. Ao ver o apetitoso coelhinho tão
distraído,
agradece mentalmente à cadeia alimentar por estar com o seu jantar
garantido.

No entanto, o lobo também acha muito curioso um coelho trabalhando naquela concentração toda e resolve então saber do que se
trata aquilo tudo, antes de devorar o coelhinho:

- Olá, jovem coelhinho. O que o faz trabalhar tão arduamente?
- Minha tese de doutoramento. É uma teoria que venho desenvolvendo há algum tempo e que prova que nós, coelhos, somos os grandes predadores naturais de vários animais carnívoros, inclusive dos lobos.
O lobo não se conteve com a petulância do coelho:
- Ah! Ah! Ah! Ah! Coelhinho! Apetitoso coelhinho! Isto é um despropósito.  Nós, os lobos, é que somos os genuínos predadores naturais dos
coelhos.

Aliás, chega de conversa...  
- Desculpe-me, mas se você quiser eu posso apresentar a minha prova
experimental. 
Você gostaria de acompanhar-me à minha toca? 
O lobo não consegue acreditar na sua boa sorte. Ambos desaparecem toca adentro. 
Alguns instantes depois ouvem-se uivos desesperados, ruídos de
mastigaçãoe...
silêncio.
Mais uma vez o coelho retorna sozinho, impassível e volta ao trabalho
da redação da sua tese, como se nada tivesse acontecido.
Dentro da toca do coelho vê-se uma enorme pilha de ossos ensanguentados e pelancas de diversas
ex-raposas e, ao lado desta, outra pilha ainda maior de ossos e
restos mortais daquilo que um dia foram lobos.
Ao centro das duas pilhas de ossos, um enorme LEÃO, satisfeito, bem
alimentado, palitando os dentes.

MORAL DA HISTÓRIA:
1. Não importa quão absurdo seja o tema de sua tese;
2.Não importa se você não tem o mínimo fundamento científico;  
3. Não importa se as suas experiências nunca cheguem a provar sua teoria;
4. Não importa nem mesmo se suas idéias vão contra o mais óbvio dos conceitos lógicos;
5. O que importa é QUEM ESTÁ APOIANDO SUA TESE...  
E Viva o Porto !

 

Se dúvidas houvessem

20.09.09 | Paulo Jerónimo

Começa-mos com o pé esquerdo. Perdemos!

E depois? Quantas vezes já nos erguemos?

Quantas já nos levantamos? Quantas mais ainda perderemos?

  • Só quem nunca estremeceu ao ouvir o timbre daquele hino arrepiante;
  • Só quem nunca chorou desalmado, com um golo de calcanhar, rejubilante!
  • Só quem nunca ficou com o coração cem-a-hora;
  • Só! Quem nunca soube o que é andar-se de cabeça à nora;
  • Perder o dia desconcentrado enquanto a bola não ruma à proa;
  • Só quem vive agarrado ao passado; não sonha; não cria; e nada sua alma povoa...

...não entende a magnitude de ver os seus, de suas nobres vestes reais trajadas.

 

Azuis e brancas,erguem a bandeira.

Em tempos monarquia, agora, sem eira nem beira.

A esperança polula entre homens dignos e por isso envergam escudo nacional ao peito, invocando. Seu lema: não envorgonhar suas gentes, lutando.

 

Com um atrevimento conquistador desmesurado dobram cabos das tormentas.

Temerosos. Mas lutam sem medo.Corajosos.

Que se lança pelo mar a dentro, por tubarões do velho continente dominado.

A cada ano, em busca de mais glórias, partem na descoberta, com ímpeto renovado.

 

Foi por isso que  os próprios mouros antes pré-dominantes se renderam.

Vitória! Venceram.

Primeiro conquistaram o mundo, e vede que agora nasce um luso profundo, em qualquer lado . Existirá coisa igual? 

E conjogou Homem de Mello: "Como não por no Porto uma esperança, se daqui houve nome Portugal?"

AMO-TE, Porto.

 

«Die Meister, die Besten, les meilleurs equipes, the champions!»

 

 

Dedicado à minha fiel mulher de armas, Esperança Vitória, de sua graça.

Porque há amores assim.

Olhando a nossa volta.

20.09.09 | Paulo Jerónimo

Preparava-me para encerrar o computador, quando me lembrei de me ir actualizar com o "vila" que encabeça um recente post fabuloso do Paulo Sousa sobre o terminar do Ramadão para a comunidade Islâmica.

 

Já não sei quem, dizia que quanto melhor conhecer-mos o mundo, melhores cidadãos seremos. Descobrir outras gentes, culturas, hábitos, pensamentos, etc, é o que nos abre a mente, e faz-nos cair na real, do quão pequenos somos.

E por vezes seria tão fácil vencer preconceitos...

Ver as coisas por outro prisma, que não o do nosso quotidiano - que é o que o texto do Paulo Sousa faz neste assunto desconhecido e mal visto pelo ocidente, devido a sua grande ignorância - até que custa pouco. Nem se precisa sair de casa por vezes, nem levantar da cadeira.  

Tripas à moda do Porto ou Tripes à la mode de Caen?

18.09.09 | PortoMaravilha

A tradução é um exercício imensamente difícil e perigoso.

O título do famoso poema , " Dobrada à moda do Porto" , de Álvaro de Campos , heterónimo de Fernando Pessoa, conhece, em França, duas traduções.

 

Vejam-se duas propostas opostas de dois grandes tradutores :

Guibert traduz , assim, o título : "Tripes à la mode de Caen ".  Guibert , com a sua tradução, reenvia para o que o leitor Francês conhece.

Já Quillier opta por o que o leitor Francês não conhece : "Tripes à la mode de Porto ".

Mas esta problemática complica-se, ainda mais, quando sabemos que "Dobrada à moda do Porto"  é  a tradução Lisboeta de " Tripas à moda do Porto".

 

Acho que não é amanhã que deixaremos de pensar no mito da Torre de Babel .

 

E Viva o Porto !

Os Pós Modernos

17.09.09 | PortoMaravilha

A música Portuguesa tem pouco sucesso em França.

 

Talvez haja uma vontade de não dar a conhecer um Portugal moderno ?

Creio que é uma tendência muito antiga. Portugal é Fado e Sol !

E Fado virou coisa nacional, esquecendo-se as baladas de Coimbra, esquecendo-se que Portugal é um país muito diversificado.

 

E Fado é arte dum bairro de Lisboa. Não de Portugal !

A promoção dos únicos "Madredeus"  abafou a diversidade.

E esquecendo-se, também, que Portugal, como país periférico é um país inovador.

Um texto que me marcou : " Pós Modernos" .  Escrito e tocado pela banda GNR, continua de grande actualidade.

Escrito na década 80, o texto aponta para o que é hoje a nossa sina :"com os pós modernos nunca ganhamos nem nunca perdemos".  

E Viva o Porto !

Pág. 1/4