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COSMéTICAS.net

o «ESPAÇO» onde nem tudo o que parece é... música para os ouvidos !?

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o «ESPAÇO» onde nem tudo o que parece é... música para os ouvidos !?

Tintin e Lévis Strauss mesmo Combate .................... Tintin et Lévis Strauss même Combat .......................

31.08.10 | PortoMaravilha

 

 

 

« Perante as culturas desconhecidas, Tintin é um racionalista aberto à
possibilidade de outras formas de interpretação do mundo. »

 

A revista " Philosophie Magazine" do mês de Setembro de 2010 dedica um número fora de série aos álbuns de Tintin.

Estes são analisados e pensados por grandes filósofos e escritores.

Por exemplo, para Philippe Descola, professor de antropologia no "Collège de France", " Tintin partilha o mesmo espaço que o etnologista, o espaço do "entre dois" : Entre o território para onde se vai e aquele de onde se vem. Tal como ele, deve-o tornar fecundo para melhor entender o que nós somos através outrem. "

 

Philosophie Magazine é uma publicação mensal independente criada em 2006.

Foi eleito magazine do ano 2010 pelo "Syndicat de la presse magazine" e por um conjunto de 400 editores e redactores de magazines Franceses.

 

Este post pode ser lido como a continuação de " Lévis Strauss Presente " e de "Nós e os Outros".

Imagem : p.48 da revista / em " L'Oreille Cassée"

Nuno

 

 

Philosophie Magazine est un mensuel indépendant qui existe depuis 2006.

Il fut élu "magazine de l'année 2010" par un collège de 400 éditeurs et rédacteurs en chef de magazines français.

 

Ce post peut être lu comme la suite de " Lévis Straus Présent " et de "Nous et les Autres "

Image : p.48 de la revue / in " L'Oreille Cassée"

Nuno

A transmissão simbólica : Folheto nº 16 .................. La transmission symbolique : Feuillet nº 16 ...........

27.08.10 | PortoMaravilha

 

 

Christopher Nolan, realizador de Inception, parece que gosta de fazer filmes que só se podem entender no final da última cena.

Admirador do grande escritor José Luís Borges, Nolan afirma que :

"Hoolywood é um território mental onde nos esforçamos de fabricar filmes para a maioria e, por vezes, com ambições artísticas."

 

Foto : Le Monde Magazine, 17 de Julho de 2010, p. 39

Nuno

Kapersky defende bilhete de identidade virtual ....... Kapersky veut une carte d'identité virtuelle .............

24.08.10 | PortoMaravilha

 

(Cliquer pour agrandir)

 

 

Perante a leitura actual da imprensa internacional e não só, pareceu-me interessante citar os propósitos de Eugénio Kaspersky.

Passo a traduzir a sua entrevista ao diário "Libération" de 4 de Março de 2010, página 27.

Eis, então a entrevista e a sua introdução :

 

O homem é jovial e não maneja a língua do politicamente correcto, não hesitando em apontar "os idealistas da net" como lhes chama. O Russo Eugénio Kaspersky tem 44 anos e é perito em segurança informática, sendo fundador do anti-vírus do mesmo nome. Não pára de pôr em guarda contra os perigos duma internet "insuficientemente controlada" que, ele próprio, convida a "despoluir". Este diplomado em criptografia estudou nos viveiros do KGB e instalou, inicialmente, os locais da sua "start-up moscovita" no mesmo prédio que um laboratório de pesquisa científica sobre os sistemas de vigilância de acompanhamento dos mísseis. Cabeça duma sociedade de 1200 pessoas que revindicta a sua presença no top 100 dos editores de softwares, fornecedor de anti-vírus do "Ministère de l'intèrieur Français", Eugénio Kaspersky explica ao "Libération" porque batalha para uma melhor segurança das redes. Propósitos livres, "100 % assumidos", insiste.


 

Como descreveria a evolução da cibercriminilidade ?

 

As ameaças não param de crescer. Primeiro, tivemos direito às proezas individuais dos "crakers". Em seguida, constatamos a emergência de grupos bem especializados, em geral por país e por tipo de actividades. Hoje, por fim, temos que fazer frente a um mercado globalizado que funciona, um pouco, como uma gigantesca bolsa de trocas com clientes desejosos de lançar ciber-ataques e, outros, fornecendo os intrumentos para os levar a cabo e, ainda, outros que se encarregam unicamente da sua execução. Um mundo extremamente fechado e estilhaçado entre aqueles que se chamam "White hat" ( gentis "hackers" ) e "Black Hat" ( cibercriminais ). Francamente, conhecemos mal essas pessoas. Nunca são presas.

 

 

Mas o que faz a polícia ?

 

Fora da União Europeia, onde existe uma real colaboração, é muito difícil lutar à escala internacional. Não há nenhum contacto ou quase entre Europeus e Russos : Nada com os Chineses, Latino-Americanos. Ora os cibercriminais brincam com as fronteiras. Resultado, é extremamente raro que possamos ir até à fonte dos comanditários das redes.

 

 

Para si, a Net ficou incontrolável ?

 

Pior ! O que é certo é que a protecção dos indivíduos, dos estados e das empresas é muito insuficiente. A maior parte das pessoas não são conscientes de todos os perigos da rede : Fazem-se, naturalmente, confiança nas redes sociais. Mas aconselho-os a não acreditarem en ninguém que não conheçam em carne e em osso, de desconfiar de cada sms, etc.

 

 

Mas é completamente "parano" !

 

Aí sim ! Trabalho desde há anos na segurança informática e aprendi que aí a realidade ultrapassava os meus piores cenários paranóicos. Infiltrando 1 % dos computadores do planeta via redes " fantasmas", pode-se bloquear todo o sistema, as redes de comunicação eléctricas, os mercados financeiros, os sistemas de defesa, etc. Uma recente simulação de ciber-ataque surpresa contra os Estados-Unidos provou a que ponto estavam mal preparados. Uma minoria pode amanhã bloquear toda a economia mundial que depende, desde já, a 90 % da teia. E não é ciência ficção.

 

 

Mas o que é preciso fazer então ?

 

É preciso dar mais poderes àqueles que lutam contra o cibercrime e pôr em lugar um sistema de identificação internacional para cada utilizador da rede. Se um país recusa este alinhamento no âmbito desta nova arquitectura, fica sem conexão.

 

 

Acabou o anonimato, o direito ao esquecimento ?

 

Mas ninguém é anónimo na internet, salvo, precisamente, os cibercriminais. Estes sabem como não deixar vestígios. Acabámos por apanhar pessoas sobre o jogo em rede "World of Warcraft" . Só a partir dum pseudónimo. A diferença é que com uma autentificação para cada utilizador além do endereço IP, tornar-se-á complicado para os cibercriminais de ficaram anónimos.

 

 

O seu internet do futuro é o oposto total do imaginário libertário dos inícios da rede...

 

E por causa. A rede é hoje frequentada por mil milhões e meio de indivíduos. Na altura, a internet dos pioneiros só dizia respeito a alguns investigadores que trocavam dados entre universidades. Mas também não sou favorável a que cada indivíduo seja controlado a qualquer momento na rede. Se este bilhete de identidade virtual nasce e de maneira global, caso contrário não serve para nada, será de maneira progressiva. Podemos mesmo imaginar que não dirá respeito a todas as actividades. Pessoalmente, é me indiferente que seja ou não pedido nas redes sociais ou twitter.

 

 

Se o anonimato já não é possível, como vão fazer os opositores Iranianos ou Chineses para ultrapassar a censura e o policiamento nos seus países respectivos ?

 

Boa pergunta. Mas vou ser franco e muito pouco politicamente correcto. Se a minha segurança está em perigo, se o meu país ou a minha actividade são ameaçadas, é preciso tomar as medidas que se impõem. Mesmo se incomoda essas pessoas que se batem por mais de liberdade. Desolado. Entre uma protecção a 99 % contra os ataques ciberterroristas e o combate por mais de liberdade na China e no Irão, voto pela minha segurança.

 

 

 

 

 

 

Pelas trilhas do Vinil finalmente em DVD ! .............. Le Vynil enfin en DVD ! .........................................

19.08.10 | PortoMaravilha

 

 

 

Foram precisas décadas para ver "Enquête sur un citoyen-au dessus de tout soupçon" editado em DVD.

Desde finais de Junho, deste ano, é uma realidade.

Rodado antes de "La classe ouvrière va au paradis" ( Palma de Ouro em Cannes em 1972 ),  "enquête" nada perdeu da sua actualidade.

Ele pinta a omnipotência dum chefe da polícia política que, após ter assassinado a sua amante, brinca às escondidas com os seus colegas polícias.

O filme de Elio Pietri foi coroado com o Óscar do melhor filme estrangeiro em 1971. A música é de E. Morricone.

 

Este filme é uma obra prima do cinema mundial.

Foto : mídias fr

Nuno

Homunculus : A Referência da Bd Manga ....... Homunculus : La Référence de la Bd Manga ...

16.08.10 | PortoMaravilha

 

 

 

Eu sei que estou a ser extremamente velhinho, incluindo o estilo Manga no campo da Bd.

Não vamos ser inocentes : O estilo Manga deve muito à escola Franco-Belga e, sobretudo, Belga.

Mas pouco importa os purismos.

Homunculus é a Bd Manga de referência. Escrita por Hideo Yamanoto desde 2003, esta obra conta já onze volumes.

O grafismo é muito bom.

 

O resumo da estória é simples e questionante como a pré-história.

Manabu Ito é um estudante de medicina que se preocupa com interrogações que ultrapassam a ciência.

Susumu Nakoshi é um ser racional que se tornou sem domicílio fixo pela força da vida.

Contra 700 mil yens, Susumu aceitará a oferta Manabu : Conhecer uma "trepanação" do cérebro.

Graças ou por causa desta experiência, Susumu alcança o sexto sentido e descobre um novo sentido que lhe permite descobrir a alma de outrem.

 

Fica aberto um novo espaço : Manga :  Quer em Bd ( oups ) quer em animado ( filme ).

 

Imagens : Pranchas do Tomo 1

Nuno

O Engate é uma Arte ! ........................................... La Drague c'est un Art ! .........................................

13.08.10 | PortoMaravilha

 

 

 

No Níger, homens Peuls Bororo dançam maquilhados diante das mulheres, esperando serem escolhidos.

Se a palavra arte é do género feminino em Português, já em Francês é do género masculino.

E o que dizer, no campo lexical do calão, de "o engate" e o do seu equivalente Francês "la drague" ?

Quem disse que as línguas não tinham um sexo ? A palavra e Le mot ?

Este post também pode ser lido como a continuação de " As línguas têm um sexo ? "

 

Foto : Libération, 20 de Julho de 2010, p.23

Nuno

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