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COSMéTICAS.net

o «ESPAÇO» onde nem tudo o que parece é... música para os ouvidos !?

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Rugby : C'est la Rose l' Important...ou la Cervoise ?

30.03.11 | PortoMaravilha

 

 

  

O quinze de França, após ter conhecido a sua primeira derrota contra a Itália, no âmbito do Torneio das Seis Nações, ganhou sem dificuldades o jogo seguinte contra o País de Gales (28-9).

Porém, a derrota contra a Itália não abriu corredores para múltiplos questionamentos. E parece que, como manda a tradição, o selecionador Francês só pensava na terceira parte, tão característica do rugbi.

É assim que Marc Lièvremont, selecionador Francês, sem qualquer receio, após o jogo contra o País de Gales começa a sua conferência de imprensa : 

"Tenho que confessar que estou impaciente em poder deixar esta sala para poder ir beber uma cerveja "

 

Fonte : Libé, 21 de Março de 2011 / Ilustração : Prancha da Bd : Les Rugbymen 

Nuno

A democracia dos clubes

29.03.11 | Paulo Jerónimo

 

 

Nota prévia: Antes que o PortoMaravilha comece a resmungar, eu sei, sim , que nunca pus uma foto tão feia aqui no Cosméticas, e que a da Elizabeth Taylor cada vez mais para baixo, é muito mais bela de apreciar. Mas - Deus me perdõe - A Elizabeth, não fui eu que a tratei de enterrar...

 

Vem o post a propósito de ser recorrente o FC Porto ser conotado com falta de democracia nos últimos 30 anos, por nunca haver quem se candidate contra Pinto da Costa, e por ser sempre este assim a ganhar.

Por muito que custe aos rivais ver Pinto da Costa no poder há mais de 30 anos - e de ser de entre todos no mundo, o presidente com a melhor carreira de futebol - a mim que também já me custa aturalo e sou portista desde pequenino, ou seja: nunca conheci outro Presidente no meu clube, convenha-mos, que não posso desatar por aí a choramingar porque ninguém se atreve a ser drásticamente humilhado numa concorrencia directa à Presidência do FCP contra Pinto da Costa.

Agora, que fique bem claro: Nas próximas eleições do FCP em que haja 2 candidatos ao cargo, cada sócio tem um (1!) voto.

O rico, o pobre, o recém associado ou o mais antigo Dragão de Ouro.

Querem coisa mais democrática?

 

Não é como nos clubes da Capital do Império, onde Bruno Carvalho até teve mais pessoas a votar nele, mas venceu o que conquistou os sócios mais poderosos, pois conforme  a antiguidade, a disparidade e poder de votos entre os sócios do Sporting CP pode conseguir variar entre 1 a 25 votos. Coisa éticamente inadmissivel nos nossos dias, até para uma simples Assembleia de Condomínio.

E parece que para os lados do SL Benfica, a divisão de votos é coisa parecida... Segundo me explicaram sobre os dois casos, e posso correr o risco ter ter sido muito mal esclarecido.

 

 

Quem é democrático, quem é? Era o Salazar...

Não é só nos resultados e carreira futebolistica dos clubes nos últimos 30 anos, até nestes concretos se pode verificar quem são os clubes da era democrática ou os do regime.

 

--

democracia
(grego demokratía, -as, governo do povo)
s. f.
1. Governo em que o povo exerce a soberania, directa!direta ou indirectamente.
2. Partido democrático.
3. O povo (em oposição a aristocracia).
 
aristocracia
s. f.
1. Conjunto dos nobres.
2. Forma de governo em que predomina a nobreza.
3. Superioridade.
 
Dicionário Priberan Online.

 

 

 

Fukushima ou a Dialéctica da Natureza .................. Fukushima ou la Dialectique de la nature ...............

27.03.11 | PortoMaravilha

 

 

 

Na sua obra, Dialéctica da Natureza, Friedrich Engels escreveu o que ainda hoje é de actualidade :

" Todos os modos de produção passados visaram unicamente a atingir o efeito útil e mais imediato do trabalho. Deixavam-se de lado totalmente as consequências longínquas..."


Fonte : Oeuvres Complètes de F. Engels, Éditions Sociales, Paris 1975, p.182 / Foto : Télérama, nº 3193, p. 44

Nuno

Portugal - 'o bobo da corte'

26.03.11 | Paulo Jerónimo

 

Preparados para verem Portugal a tornar-se num 27.º Estado Brasileiro?

Se é para rir ou não - a habitual coluna intitulada "Lex", na última edição do Financial Times - não o saberei muito bem... mas é de facto com um tom de fina ironia provocatória, que o conceituado Jornal Internacional Inglês se dirige aos Portugueses:

 

"A equipa de colunistas do Lex do Financial Times diz que Portugal podia tornar-se uma província do Brasil

Colunista do Financial Times lança uma proposta provocatória para resolver a crise de dívida: que Portugal seja anexado pelo Brasil.

A imprensa britânica não poupa na ironia para apontar saídas para a crise de dívida que Portugal atravessa. A equipa de colunistas do Lex do Financial Times diz que Portugal podia tornar-se uma província do Brasil.
"Aqui vai uma maneira ‘out-of-the-box' para lidar com o problema: anexação pelo Brasil (uma década de 4% de crescimento anual do PIB, muito mais elevado recentemente). Portugal seria uma grande província, mas longe de ser dominante: 5% da população e 10% do PIB".
E falam das vantagens, apesar da perda de ‘status'.
"A antiga colónia tem algo a oferecer, mesmo para além da diminuição dos ‘spreads' de crédito e, proporcionalmente, défices e contas correntes governamentais muito mais baixos. O Brasil é um dos BRIC, o centro emergente do poder mundial. Isto soa melhor lar que uma cansada e velha União Europeia", escreve o FT, numa alusão aos avanços e recuos do Velho Continente em lidar com a crise de dívida soberana.
Além disso referem que a UE considera Portugal problemático: "Sem governo, elevada resistência à austeridade e crónico desempenho económico".

 

fonte: Diario Econónico Online 25/03/2011

Futebol, uma arena de morte?

22.03.11 | Paulo Jerónimo

 

 

Ironicamente, esta época «O Jogo do Ano» , que poderá perfeitamente ser o desfecho do campeonato 2010/2011, virou-se às avessas, e, apesar dos intervenientes serem os mesmos do ano passado, os candidatos e os palcos do jogo são os opostos: desta feita são os Dragões que podem reconquistar o estatuto de campeões no estádio do rival, na Luz (acontecimento do qual à partida não acredito que o SLB permita).
Depois da experiência do ano passado (link) e de ter prometido a mim mesmo (ou melhor, se calhar foi mais a minha mulher e meus filhos) que não punha os pés em tais ambientes tão depressa... actos de vandalismo e violência só têm crescido no mundo do futebol. Os estádios estão cada vez mais entregues aos Ultras, Claques (marginais) Organizadas, e hoje sai mais uma, a noticia de mais um ataque ao autocarro da equipa e à viatura que transportava o Presidente do SL Benfica, aquando da sua deslocação, a Passos de Ferreira, na periferia da Cidade do Porto.
 
Está Portanto criado o ambiente (aguardando-se a retaliação) para a recepção daqui a quinze dias da equipa Portista e seus adeptos à "Capital da Luz", Lisboa.
O que se está a passar no futebol português não é fenómeno exclusivo nacional, alarga-se aos demais países europeus : a predominância e preponderância das claques nos estádios, arrastando a violência e afastando as famílias e adeptos do futebol.
Mas ao histórico da rivalidade no futebol português há que acrescentar mais um dado relevante, o que começou por ser uma guerra lançada nos anos 90 de Norte para Sul, que o Norte viria a ganhar, e cujo país dos "6 Milhões orgulhosamente gloriosamente sós" ainda hoje não perdoa: O perder de um estatuto no futebol nacional - e não menos importante - no futebol internacional, para o clube do norte, do qual a capital estava mal habituada a que fosse sempre seu, nem que fosse... "por decreto".
 
Um dos meus últimos textos escritos sobre futebol - esse desporto que consegue ter hoje tanto de apaixonante como de repugnante - reflectia precisamente esse meu entendimento, da nossa pequenez, à portuguesa. recupero-o hoje, tratou-se precisamente de meu post de saída/despedida na participação do Blogue BiBó PoRtO, carago!! , porque realmente, cansa, remar contra a maré!
 

Universo FCP«
 
 
Gosto de ver e olhar para o Futebol Clube do Porto, numa dimensão e grandeza como a que vai de Viena a Tokio (glórias FCP em 87/88), de Sevilha a Gelsenkirchen (glórias do FCP em 2003/2004), de Portugal para o mundo.

Serão certamente muitos mais, aos milhares, os que comungam deste tipo de ambição no FCP e isto pode ser sobretudo notório quando se olha num prisma menos habitual: desviando a atenção da árvore para a floresta.
Tanto mais clarividente se torna tal situação, quanto maior for a capacidade de desactivar certas emoções, ou a capacidade em dose certa de relativizar o quotidiano, de raciocinar.

Portugal é um país pequeno, periférico, em muitas vertentes ainda sub-desenvolvido, e que dá mostras diariamente precisamente disso.
A boçalidade impera, e para isto em muito, o já mui antigo fenómeno nacional de futebol contribui. A Industria da Bola (coisa distinta da Indústria Futebol) continua a “par e passo”, atrasada, numa verdadeira dimensão do Portugal-dos-Pequeninos, onde de resto os vários sectores da sociedade cuja “cultura da bola” tem um peso dominante, são de uma promiscuidade atroz.
O Futebol Clube do Porto, pela sua génese e características próprias, foi o único clube português que, uma vez aberta a oportunidade com o fim da ditadura politica, soube vingar, evoluir, e acompanhar uma nova era do fenómeno futebol, o da indústria futebolística, competentemente na pedalada que se lhe impunha: sobretudo globalizada.

Hoje chegados aos anos em que vivemos, e olhando para o país que temos, em nada me admira que se tente ofuscar o brilho que o FCP irradia. Neste país onde a mentalidade do “orgulhosamente sós” ainda perdura, e o nivelar por baixo é “pau para toda obra”, as raras excepções de sucesso dos mais capazes acaba por ser encarado como o desmascarar da mediocridade geral. Ao invés de servir de incentivo, é um tocar na ferida, e é isso que o FCP tantas vezes e a vários níveis, acaba por provocar.

Um exercício curioso pode passar por abrir a página do Google e fazer uma busca por FC Porto (link). Verificará que, à data corrente, o maior motor de busca mundial apresenta cerca de 10 milhões de resultados!

Se ensaiar a busca com os dados do maior clube rival (link) verificará que o SL Benfica obtém uns ”meros” 2,8 milhões de resultados.
Pode-se mudar os parâmetros da pesquisa, procurar pelos nomes completos das instituições, seleccionar a busca para determinado idioma especifico, procurar apenas imagens, etc… , regra geral, a disparidade de grandeza na amostragem irá se manter a favor do emblema azul e branco.
Vale o que vale, ou como salientado: “trata-se de um exercício curioso”, mas que ilações se podem tirar?
O Futebol Clube do Porto há já muito tempo que deixou de pertencer a um futebol e país que perdura em muitos aspectos no orgulhosamente só. O FC Porto é património do futebol global, universal, e aqui reside a sua principal exigência.

Como tal, seria por vezes bom não nos distrairmos com fait divers e outras manobras de diversão cá do burgo, sob pena de passarmos à nós próprios (portistas) um atestado de menoridade.

 

MrCosmos, 13/09/2010

 

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Adenda, hoje 22/03/2011: Ainda há poucas semanas atrás uma peça televisiva da CNN vinha confirmar a imagem e estatuto mundial do FCP, ao que os portugueses, mesmo portistas, entretidos em gerrilhas, esquecem ou preferem não ver, e isto na realidade da "Escala do Futebol Mundial". Actualmente o FCP está no 4º Lugar deste "TOP 10" CNN, Atrás do Barcelona (1.º), Real Madrid (2.º) e M. United (3.º).

 

Fundação e Star Wars: Post Multilíngue

19.03.11 | Paulo Jerónimo

 

crónicas congeladas

 versão 'pt' | aussi en 'fr' | also in 'en' | версия 'ru' | auch in 'de'

 

 

Com o devido reconhecimento a todos os envolvidos na tradução para outros idiomas desta antiga crónica congelada, Fundação e Star Wars: A vitória do Saber Sobre a Espada! , disponibiliza-se para além do original em portugês, a crónica também nos idiomas francês,  Inglêsrusso e alemão.

Facebook : Censura não rima com Arte.................... Facebook : La censure ne rime pas avec l'Art ..........

17.03.11 | PortoMaravilha

 

 

 

Facebook  censurou a página dum  internauta Francês que publicou o quadro de Courbet :   'A origem do Mundo'.

Porquê ?

 

Até hoje, quase ninguém se lembra que Orlan paradiou A origem do Mundo de Courbet, dando-lhe o título de : 'A origem da guerra'.

Porquê ?

 

Este post pode ser lido como a continuação de "A Transmição simbólica : Folheto nº2 "

Nuno

Hulk - o Tsnami vindo do Japão

15.03.11 | Paulo Jerónimo

 

 

Hulk, o 'jogador sensação' do campeonato portugês, descoberto pelo FC Porto na 2ª liga de futebol japonesa, há 2 ou 3 épocas atrás, cometeu ontem a infração de despir a camisola (consequente cartão amarelo) na comemoração da marcação do 2º golo do jogo frente ao União de Leiria.

 

O tema futebol - que nos apaixona - anda há muito tempo arredado das nossas linhas por aqui, porque questionamos e consideramos "até que ponto se estará transformando este palco numa arena de morte", acreditando que a manterem-se determinadas atitudes, leiam-se: verdadeiras infracções impunes sobretudo fora das 4 linhas, certamente está a caminhar para lá. E com isso não podemos pactuar.

No entanto confesso: há infracções no futebol, como a que Hulk cometeu no jogo de ontem reconhecendo seu apreço e afecto pelo povo nipónico que um dia o acolheu, que com certeza orgulha qualquer bom adepto apaixonado por futebol. Digo eu... comungando nossa solidariedade com o Japão. Porque, isto sim, está na essência do futebol.

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