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COSMéTICAS.net

o «ESPAÇO» onde nem tudo o que parece é... música para os ouvidos !?

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♫ Amelie, c'est très jolie

22.12.09 | Paulo Jerónimo

 

Jovial!

 

Um filme que deveria constar de qualquer videoteca que se preze, entre os amantes ou simpatizantes cinéfilos.

 

O modo como "Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain" nos pinta  Paris, em tons vivos e alegres com cenários coloridos onde encaixa a protagonista Amelie (Audrey Tautou) de seu guarda roupa a condizer entre a vivacidade dos verdes e vermelhos, roça o estado de hino à grande tela.

 

 

Com o recurso, e bom abuso, de grandes planos, nomeadamente à cara laroca da protagonista e suas expressões tipo "boneca de porcelana" , Jean-Pierre Jeunet obtém este sucesso do cinema francês, ressuscitando inclusive de certo modo, uma moribunda cinemateca francesa, a qual já não me sentava no sofá por mais de 30 minutos desde as saudosas comédias de Louis de Funes (o meu "Vasco Santana" francês). Mas devo no entanto confessar minha forte ignorância por estes roteiros do cinema gaulês, pelo que mais não me alargarei.

 

Tudo isto aliado ao inebriante perfume da banda sonora  do filme (de Yann Tiersen) , são componentes que levariam a película a nomeação para cinco Óscares em 2002.

Nada menos importante esta referencia final ao toque musical de Yann Tiersen que lançam o mote ou embalam pelos vários estados de alma do filme, ou melhor, do espectador, entre a melancolia, a disputa, marcando o argumento pela tal jovialidade e a rotina do dia a dia. Para a história e sucesso das bandas sonoras ficam temas como La Valse D'Amelie  (no vídeo abaixo) , Le Moulin , Comptine D'un Autre Ete, La Dispute (ouvir aqui) .

 

Nos primeiros 15 minutos deste filme, Jean-Pierre Jeunet lança-nos numa narrativa alucinante que prende o espectador ao ecrã, de forma esplêndida, mas, é a partir de mais ou menos à meio do filme que aparece o grande "senão" que a crítica menos boa não perdoaria, a qual de resto me junto, quando o filme entra num marasmo total, enrolando-se em muito "mais do mesmo" , enquanto Amelie cumpre o seu fabuloso destino de ajudar os outros a encontrar alguma felicidade. Acho que exemplificativo deste "chove-não-molha" que quebra a expectativa empolgante inicialmente lançada, resume-se por exemplo no comentário final que ouvi do meu filho mais velho (16 anos) à poucos dias quando lhe apresentei o fabuloso destino:  "É pá, nem sei se gostei ou não..."

 

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