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o «ESPAÇO» onde nem tudo o que parece é... música para os ouvidos !?

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A Luz ou a imagem dum Portugal Feudal ................. La Luz ou l'image d'un Portugal Féodal ...................

27.05.10 | PortoMaravilha

 

Englouti sous les eaux de l'immense barrage d'Alqueva , dans le sud du Portugal ( Alentejo ) , leur village a été reconstruit à l'identique et leurs maisons ont gagné en confort. Pourtant pour certains habitants de Luz , la vie n'est qu'un flot de plaintes.

Citation : Libération , 24-25 avril 2010

Photo : Ib. ( Seule maison qui subsiste de l'ancien village )

Nuno

 

 

 

Na sua edição de 24 e 25 de Abril deste ano , o diário Libération dedicou quatro páginas à aldeia da Luz, aldeia que foi inundada para permitir a construção da maior barragem da Europa : Alqueva.

A aldeia foi reconstruída tal e qual . Todavia, segundo a antropóloga Clara Saraiva, certos ricos não suportaram que os mais humildes tivessem obtido casas com as mesmas comodidades (sanitas) . E, por isso existe , um mal estar na aldeia.

Triste realidade que remete para um Portugal feudal incompatível com o mundo moderno.

Citation : Libération de 24-25 de Abril de 2010

Foto : Ib. ( única casa que subsiste da antiga vila )

 

Obs : Não deixa de ser curioso o interesse que tem este diário para com Portugal. Diário que nasce em 1973 com apenas 4 páginas e que hoje é um monstro sagrado da imprensa Francesa e Internacional. É também um dos primeiros diários a estabelecer trocadilhos nas "une" . O que lhe evitou muitos dissabores.

Nuno

3 comentários

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    PortoMaravilha

    30.05.10

    Eunice,

    Tu citas um caso dum emigrante. Mas é muito mais interessante verificar que são os portugueses ( como é aqui o caso na peça ) mais abastados que não querem ver os mais hulmides ter direito a um mínimo de condições humanas.

    Algo que vem de longe e que ficou como mentalidade. Não esquecer que foi um autentico escandalo para burguesia quando as criadas ( agora diz -se empregada doméstica ) pediram um salário mínimo e um horário.

    Sim a entrada de Portugal na União foi uma luta contra relógio que salvou a democracia. Houve imensas conquistas e a maior foi sem dúvida o direito à escolaridade.

    Nuno
  • Sem imagem de perfil

    Eunice

    31.05.10

    Olá Nuno.
    Nem me quero lembrar quando trabalhava na aldeia como burro de carga, e ainda eu não era a mais sobrecarregada, outras crianças vi maltratadas pelo trabalho que tinham que fazer como adultos e ainda por cima com pancada... coitados! E quando caíam no poço? Penso é que se suicidavam, não caíam nada... excepto alguns neorrealistas, pouco se fala nos pobres inocentes filhos de operários ou agricultores sob a ditadura : eram as crianças e as mulheres (sempre a mesma dupla) os mais "castigados"!
    As criadas... vi criadinhas de 12 anos serem tratadas como "burrinhos de carga" quando iam ao mercado com as "senhoras" todas pomposas, carregando as miúdas, e elas todas airosas! Como é que essa gente havia de querer a alforria dos pobres? E agora? Agora não estaremos perdendo a Liberdade? Os mesmos não tentam desforrar-se? Haverá real liberdade quando se está desempregado?
    Haverá real liberdade ante tantas injustiças e diferenças sociais entre ricos e pobres? Poder-se-á ter liberdade quando se receia dizer o que se pensa para não perder o emprego? A Liberdade é uma flor muito frágil....

    Uma flor nasceu na rua!
    Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
    Uma flor ainda desbotada
    ilude a polícia, rompe o asfalto.
    Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
    garanto que uma flor nasceu.

    Sua cor não se percebe.
    Suas pétalas não se abrem.
    Seu nome não está nos livros.
    É feia. Mas é realmente uma flor.

    Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
    e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
    Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
    Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
    É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.

    A FLOR E A NÁUSEA C. D. de Andrade
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