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o «ESPAÇO» onde nem tudo o que parece é... música para os ouvidos !?

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o «ESPAÇO» onde nem tudo o que parece é... música para os ouvidos !?

E, se um Portista incomoda muita gente...

08.09.09 | Paulo Jerónimo

Esta semana bebericando o meu café da tarde, apanho esse poluto pasquim que se dá pelo nome de Correio da Manhã, para lhe espreitar a última e única página onde perco algum tempo, o preciso e necessário para acompanhar a bica quente e escaldada, espreitando as breves que aí apresenta e a rubrica Bilhete Postal de Carlos Abreu Amorim. E é nesta breve de quinta-feira passada que me assombra aquela sensação com que se fica de esvaziamento mental por tamanho acerto e concordância total perante o que se acaba de ler ao que, ainda que quiséssemos, o assunto foi tão sucinta e bem apresentado que não temos mais nada a dizer. Sabem como é?

Dizia CAA:

    "Rui Moreira escreveu um livro sobre o Porto. Como ele próprio assume, “sobre vários Portos“, acerca dos “territórios de geometria variável” que preenchem aquela ideia singular que quer os de fora quer os de dentro chamam Porto, tantas vezes, por razões muito distintas. Rui Moreira conseguiu fazer a simbiose aparentemente impossível entre uma reflexão séria e um irrefreável grito de amor. Nele se percebe que o Porto é, antes de mais, uma forma de ver o País e o Mundo – sempre virada para fora mas obstinadamente fiel às suas raízes. Rui Moreira intuiu que o carácter do Porto é tudo o que importa. É a partir daí que o resto do País se pôde achar a si mesmo. E que a debilidade que o Porto tem exibido é fonte de grande parte do desnorte de que Portugal padece."

Ora sucede que ainda nesta última semana havia tido naquele mesmo café, uma das poucas discussões futebolisticas a que me dou igualmente ao luxo de tempo perder, que metia ao barulho o mesmo Rui Moreira, e a a atitude ainda recente de Antero Henrique relativamente ao volte face de elogio/ataque ao Benfica, do qual dizia que não sabia ganhar em democracia, e uma corrente de opinião que corre de que estes dois conhecidos portistas se preparavam para marcar terreno por uma disputa do lugar cimeiro da presidência portista, pós pinto da Costa, e no esperar para ver se os portistas se reveriam mais no estilo low-profile de RM ou no aceso e atiçado estilo mais à Pinto da Costa de Antero Henrique.

Lá me dei ao trabalho de lhe ter que explicar que apesar de me rever mais no estilo da defesa portista à Rui Moreira, politicamente correcto, é naquele arreganho de Antero Henrique que o Porto precisa e portanto, a ter que escolher entre os dois, e não obstante de estar muito mais próximo da linha de pensamento do primeiro, era neste último em quem depositaria o meu voto.

Tempo perdido! Por muito que lhe tentasse explicar que o êxito do FC Porto estava em ter o homem certo no lugar certo nas últimas décadas, aquele acéfalo benfiquista nada mais via ou ouvia que não fosse a culpa das arbitragens, os roubos ao seu Benfica, as corrupções que viciam o jogo, frutas e cafés com leite, veneração ao Papa Pintinho e blá blá blá...

Pá, passei-me! Levantei-me da mesa, puxei dos galões de tetra-campeão, e pus na voz o melhor sotaque que conseguia, pois não havia outro remédio para ele compreender senão responder-lhe à moda do norte:

 

    "OuBe lá, meu morcãoé! Tira lá essas palas de cabedal bermelhas que tens à frente dos olhos, e limpa-me esses ouBidos cheios da merda que trazes nessa cabeça, e ouBe Beim o que te boué disere: O futebole, é uma grande filha da putice! E como tale, quero no destino do meué clube a "puta mais belha" de todas. E para bosso azare, não há no futebol "puta mais belha" que o Pinto da Costa. Por isso, ide mas é pró caralho, e deixem de se fazere de Birgens ofendidas."

E virando costas:

 

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